segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Assim se quer um treinador.

  

   O TREINADOR, o líder, o que toma as decisões, a mente da equipa, o que treina e passa a mensagem! O quão complexo, difícil e ingrato pode chegar a ser... SER TREINADOR. O quão espetacular e audaz o pode ser também. Não é para todos, mas para alguns é como se fosse um dom ou um destino para o qual foram feitos.
    Falemos de um homem em particular, falemos de Sérgio Conceição! E porquê ele? Porque é um líder! Sérgio chegou ao FCP perante uma hegemonia vitoriosa do maior rival, e o que fez Sérgio? Levantou a alma do FC Porto, fez uma equipa. E como fez ele a equipa? Grandes contratações? Não! Isso é fazer um plantel, uma equipa está no espírito e na mensagem que é passada. Porque Sérgio é assim, transparente, frontal, audaz e completamente competitivo. Sérgio conseguiu ter a audácia de tirar a lenda Casillas para pôr o inexperiente José Sá a titular, por questões de rendimento. Errado? Não, fê-lo por achar ser o melhor para a equipa atualmente. Vimos algo mudar naquele balneário? Nunca. Vimos Casillas, a reunir o grupo depois do treinador ter sido expulso contra o Portimonense em jogo a contar para a taça de Portugal.
    Solidariedade, esforço e garra, são as caraterísticas desta equipa. Nota-se durante o jogo, a forma como comunicam e a intensidade e entrega de qualquer jogador naquela equipa, sejam eles titulares, suplentes ou reservas... todos se sentem úteis.
    Além de tudo isto, o FC Porto está em 1º lugar na Liga NOS com 31 pontos em 11 jogos, 30 golos marcados e 4 sofridos. Já teve jogos mais complicados como contra o Sporting CP (fora-empate), o SC Braga (fora-vitória) e Rio Ave (fora-vitória). Na liga dos Campeões está em lugar de qualificação e está nos oitavos da taça de Portugal... Incrível!

   É bom ver um treinador jovem português a fazer o trabalho que Sérgio está a fazer. O futebol português agradece.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A importância do reforço muscular para o jogador de futebol.


   Atualmente podemos considerar o futebol o desporto rei, principalmente na Europa. Este mediatismo do futebol leva a que haja um grande número de praticantes.
     Se para o jogador de “fim de semana” a condição física geral não seja tão importante, para um jogador de nível competitivo mais elevado, com vários treinos e pelo menos um jogo por semana a conversa muda de figura.
      O reforço muscular no jogador de futebol é importante não só para a melhoria do seu desempenho desportivo, mas também para evitar lesões e recuperar melhor das mesmas quando estas acontecem.
     O treino da força pode variar de acordo com o objetivo a atingir, contudo há fatores que devem ser tidos em consideração como: o número de repetições e séries, a velocidade do movimento, pesos utilizados, tempos de pausa entre outros.
   A escolha dos exercícios a ser utilizados no reforço muscular no atleta vai depender de várias coisas:
 -Condição física do atleta;
 -Objetivo do treino;
 -Equilíbrio muscular que o atleta apresenta;
    Em caso de lesão devemos também ter em consideração o estado de cicatrização da lesão.

    Após isto podemos enumerar vários benefícios do reforço muscular para atletas de alto rendimento incluindo os futebolistas:
 -Ajudar a prevenir lesões;
 -Melhor e mais rápida recuperação de lesões e de períodos de imobilização;
 -Permite o reforço dos grupos musculares solicitados na modalidade praticada, com vista à melhoria do desempenho;
 -Trabalho de habilidades com ligação indireta ao futebol (equilíbrio, propriocepção);
 -Aumento da massa magra em detrimento da massa gorda;
 -Desenvolvimento equilibrado dos músculos agonistas e antagonistas;
 -Desenvolvimento muscular de estruturas menos solicitadas durante a prática da modalidade de modo a um desenvolvimento equilibrado de todo o corpo de maneira a evitar desequilíbrios e problemas daí originários.


    Assim podemos afirmar que o reforço muscular não sendo o objetivo principal de uma modalidade como o futebol é um pilar do treino que não deve ser descurado, pois permite um melhor desenvolvimento do atleta bem como a melhoria de várias competências físicas. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O adeus de Buffon às redes italianas.



    “Este foi o meu ultimo jogo pela Itália. Peço desculpa.” 
     Foi desta forma e em lágrimas que, Giangluigi Buffon se despediu da sua carreira na seleção ao fim de cerca de 200 jogos com a camisola da squadra azzurra. 
     Giangluigi Buffon de 39 anos, muito provavelmente, ‘pendurará as botas’ no final desta época, terminando assim uma carreira com mais de 20 anos, mais de 1000 jogos oficiais e muitos títulos, tanto a nível coletivo como a nível individual.
   Esperava-se que a seleção italiana marcasse presença no Mundial 2018 na Rússia, mas pela primeira vez nos últimos 60 anos, tal não aconteceu, caindo no play-off de apuramento aos pés da seleção Sueca, após uma derrota por 1-0 no conjunto das duas mãos. Apuramento este que não foi fácil para Buffon pois foi contestado em alguns dos jogos desta fase de apuramento.
   Assim e em lágrimas termina a história de Giangluigi Buffon com a camisola 1 da seleção transalpina. 
    Todos nós gostaríamos de ver a Itália no mundial, tanto por ser uma seleção histórica como para vermos uma despedida, em grande, deste enorme guarda redes, que no final desta época abandonará os relvados.
    Assim, resta-nos agradecer a Buffon todos estes anos de enorme qualidade com que nos presenteou enquanto defensor das redes italianas.

Amor ao Futebol.

            
               Comecei a jogar federado desde os 8 anos e quando praticas uma modalidade tens sempre o desejo de melhorar o máximo possível, pelo menos comigo era assim, todos os treinos dava o máximo de mim desde essa idade, visto que não era muito bom tecnicamente, restava-me a força, a garra, a vontade de ser melhor, a vontade de vencer, dava tudo de mim nem que fossem apenas 5 minutos, mas esses 5 minutos tinham que valer a pena. Ao longo dos anos estava a começar a colher os frutos, encontrava-me em excelente forma, principalmente a partir do escalão de iniciados. Nessa altura só pensava em futebol e ansiava sempre pelo jogo seguinte, e tinha a enorme vontade de mostrar o que valia, e os meus pais sempre me diziam para não esquecer os estudos, e felizmente os ouvi.
                Com 16 anos chego aos Juvenis e com muito esforço lá ia jogando na equipa principal, até que uma semana não pude ir ao jogo, e no jogo seguinte iniciei-o no banco. Ansioso aguardei a ordem do treinador para aquecer e no inicio da segunda parte foi o que aconteceu, e a meio da mesma fui chamado a entrar, enquanto o jogo decorria sentia-me cada vez melhor, até que, no fim de lance em que tentava impedir que a bola saísse, tentei voltar para a minha posição dentro de campo, mas na rotação do meu corpo, o meu pé ficou preso na terra e o meu joelho não aguentou, eu e alguns companheiros meus ouvimos um estalar a sair de dentro dele, e como se um fecho se abrisse dentro do meu joelho, bem como falta de estabilidade, soube de imediato que não era coisa boa, mesmo assim tentei voltar ao jogo e num lance em que tento fazer um sprint a perna falhou-me como se me faltassem as forças, fui obrigado a sair com ajuda de um companheiro fui para o balneário, o joelho cada vez estava mais inchado. Ao fim de algum tempo fui pelo seguro fazer exames, o médico mandou me fazer uma ressonância magnética, e quando o resultado saiu fui chamado para saber o que se passava, só pedia que não fosse o que eu pensava, mas infelizmente o que eu temia aconteceu, tinha tido uma rotura do ligamento cruzado anterior e o meu menisco do joelho direito também tinha sido afetado, fiquei de rastos 8 anos de esforço num desporto que amo tinham ido por agua a baixo. Passado uns tempos só queria ser operado, pois só pensava quanto mais rápido o fizesse mais rápido poderia voltar a jogar, passado cerca de 1 ou 2 meses fui operado, correu tudo bem, mas não estava habituado a estar naquela situação, só podia mexer os braços e a perna que estava boa pois estava a ser medicado pela coluna por um cateter, e por isso aquelas 2 noites no hospital foram horríveis só consegui dormir cerca de 6 horas no total, apesar de ter sido muito bem tratado. Só estava previsto ter alta ao quarto dia, mas no terceiro dia com ajuda pus me pela primeira vez a pé e sentaram me num cadeirão, é então que chega o médico e me pergunta se queria ir embora, e como é obvio respondi que sim e então voltei para casa. Passado poucos dias tirei os agrafos e fazia fisioterapia que a cada melhoria que via mais vontade tinha em continuar, sempre com o objetivo de voltar a jogar. Depois de 8 meses de muito sacrifício, esforço, voltei a treinar e a jogar, era juvenil de segundo ano.
                Com 18 anos e já nos juniores tentava integrar a equipa principal, não estava fácil, mas continuava a trabalhar com o mesmo empenho do primeiro dia. Na segunda volta do campeonato chega finalmente a minha oportunidade, iria iniciar o jogo na equipa principal. Fomos então aquecer e como estava muito calor eu comentei se não iam regar o sintético que se encontrava muito quente e seco, sendo muito perigoso á prática de futebol. Iniciou-se o jogo e o campo não fora regado, decorridos cerca de 10 ou 15 minutos de jogo, enquanto aliviava uma bola, no momento em que a ponta da chuteira deixa de estar em contacto com o chão, ouvi mais uma vez aquele estalar horrível, nem queria acreditar mais uma vez todo o sacrifício e esforço foram em vão, nesse momento agarrei-me ao joelho esquerdo a gritar, nem precisava de exames pois já sabia o que se tinha passado, mais uma rotura  do ligamento cruzado anterior mas desta vez no outro joelho. Voltei a fazer a ressonância magnética que confirmou o que eu temia. É horrível no simples caminhar a nossa perna nos falhar, não conseguires correr, não conseguires fazer coisas tão simples e que pertenciam ao teu dia-a-dia desde que te lembras. Desta vez sentia-me de rastos e motivação que tinha da primeira vez já não existia, não pensava em voltar a jogar, as noites eram horríveis principalmente depois da operação, em que olhava para a minha fotografia a jogar futebol e pensava, e agora que vou fazer? A minha vida toda tinha o futebol e naquele jogo tiraram-me a coisa que mais adorava fazer, estava de rastos. Alguns meses depois, salvo erro, em novembro fui operado, não correu tão bem como da primeira vez, mas ia recuperar, fiquei 2 noites também no hospital, recordo-me de tal como da primeira vez nas duas noites juntas só ter conseguido dormir cerca de 6 horas. Comecei a fazer fisioterapia muito tarde porque a ferida não queria cicatrizar, e como tal a fisioterapia custou-me imenso, lembro-me de uma sessão que fiz que me estava a doer tanto a perna a fazer fisioterapia, que eu gritava muito mesmo, quando sai doía-me tanto a cabeça, que tive que tomar um comprimido.
                É nestes momentos que vemos quem realmente se importa, quem são nossos amigos, e quem não quer saber de nós, é nestes momentos que nos tornamos mais fortes, que mais aprendemos e mais amadurecemos. 
                Com esta operação só voltei á escola em janeiro perdendo assim muitas aulas de Matemática, que era a única disciplina que faltava para concluir o 12ºano, pois as restantes já tinham sido feitas no ano letivo anterior, mas como tinha sido operado no 10º ano as minhas notas baixaram um pouco, e no 12ºano quando me lesionei acabei por deixar Matemática por fazer. No exame finalmente consegui fazer Matemática e concluir o 12ºano.

                Depois de 1 ano sem saber bem o que fazer, e muito grato aos meus pais por terem insistido para que eu estudasse, pedi-lhes se poderia ir para a Universidade, e eles responderam que podia, foi aí que ingressei na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro no curso de Ciências do Desporto, com o desejo de poder trabalhar na área do futebol, e quem sabe, quando acabar o curso tentar jogar pelo menos mais um ano.  

sábado, 11 de novembro de 2017

Rivalidades dentro do campo.


Discutir futebol em Portugal hoje em dia não é falar sobre os aspetos táticos do jogo, ou sobre a qualidade dos jogadores é antes falar das arbitragens e comentar o que os clubes dizem uns dos outros.
Cada vez menos se dá mérito a um clube com menos argumentos quando consegue um bom resultado frente a um dos grandes, por norma quando isso acontece é porque o árbitro prejudicou o chamado grande.
E de quem é a culpa…é do povo que prefere ler no jornal e ver na televisão comentários absurdos de pessoas que são a cara do clube do que ver e ouvir comentários de pessoas que realmente percebem de futebol.
Como é possível que um jornal prefira fazer capa com uns supostos 4 capangas de uma das claques que ameaçaram um presidente de um clube do que dar destaque ao jogo da Seleção Portuguesa que pretendia ajudar as vítimas dos incêndios em Portugal.
O futebol português está cada vez mais parecido com uma novela Mexicana do que com qualquer outra coisa.
Acho que devíamos aprender com os exemplos das grandes Ligas Europeias em que os rivais se respeitam uns aos outros fora do campo.

A rivalidade entre clubes deve ficar dentro do campo.

Assim se quer um treinador.

      O TREINADOR, o líder, o que toma as decisões, a mente da equipa, o que treina e passa a mensagem! O quão complexo, difícil e ing...