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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Domingos Paciência


  Podemos dizer que o sucesso é uma recompensa. Que ele é maioritariamente curto, mas pode ser duradouro. Pode aparecer de uma pequena oportunidade e depois não haver outra para o encontrarmos. Tudo depende do caminho que percorremos, mas mais até das decisões que tomamos, pois pode haver qualidade e não se atingir o sucesso.
  Falemos de um Homem… Domingos Paciência. Domingos tem 48 anos e como treinador de futebol já passou por clubes como Leiria, Académica, Braga, Sporting, Deportivo, Kayserispor, Setúbal, Apoel e Belenenses. A passagem de Domingos pelo Braga foi o ponto alto da sua carreira e onde encontrou o sucesso que um treinador da sua qualidade pode atingir. Em 2009/10 conseguiu um excelente 2º lugar na 1ª liga portuguesa e em 2010/11 foi vice-campeão da liga Europa pelo SC Braga. É de louvar este desempenho e a qualidade de jogo que Domingos impôs nesta equipa durante a sua passagem. O percalço, a pedra no sapato de Domingos foi depois… A passagem pelo Sporting CP. Não, não foi feliz! Depois da campanha pelo SC Braga, Domingos deu um passo maior na carreira e foi para Alvalade com o objetivo de fazer o Sporting CP campeão. Pelas várias condicionantes, Domingos não conseguiu fazer um trabalho que causasse um bom impacto e rescindiu com o Sporting CP. Depois Disso, Domingos não parou, continuou a trabalhar e tentou agora ter outra oportunidade para realçar a sua qualidade. Neste momento, é treinador do Belenenses e está a desempenhar um trabalho muito positivo. Domingos é e sempre será um treinador de qualidade, com fases boas e menos boas, lidando com fatores extra e intra futebol, gerindo e adaptando-se às mudanças que a sua profissão implica. Espero que Domingos surja numa equipa de ambições maiores e penso que Domingos o vai conseguir novamente.

Com a determinação e ambição certas, a qualidade virá ao de cima.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

‘Geração de Ouro’ dos treinadores portugueses.



  Em Portugal existe um pré Mourinho e um pós Mourinho ao nível do treino de futebol. 

 José Mourinho em 2003/2004 venceu a Champions league pelo F.C. Porto, e transferiu-se para o Chelsea(sendo campeão pelo clube, algo que não acontecia à 50 anos). Mourinho era um inovador nos seus métodos de treino. Então, após todo este sucesso de Mourinho o mundo do futebol mudou bastante, passando também os treinadores a auferirem ordenados altíssimos. E em Portugal, no pós Mourinho existiu um “Boom” em relação aos treinadores. Até esta altura mais de 90% dos treinadores( e restantes elementos das equipas técnicas) eram ex-jogadores, mas a partir daí começaram a aparecer mais treinadores sem passado no futebol como jogadores, a partir de então o sonho de muitos jovens já não é ser profissional de futebol, mas sim treinador. 

  E atualmente podemos dizer que estamos perante os “anos de ouro” ou perante a “geração de ouro” dos treinadores portugueses. Temos neste momento, nas ligas profissionais(1º e 2ª liga) nas 48 equipas profissionais(a contar com as equipas B), 47(Lito Vidigal é Angolano) treinadores portugueses e cada vez mais uma aposta em treinadores jovens. Para não falar nos treinadores a dar cartas no estrangeiro.
  Ora vejamos, na primeira liga temos, em grande foco, Sérgio Conceição(43 anos), Jorge Jesus(63 anos) e Rui Vitória(47 anos) a lutar pelos lugares cimeiros da tabela. 
Na luta( assumida) pela Europa, temos Abel Ferreira(38 anos), Daniel Ramos(46 anos), Pedro Martins(47 anos) e Miguel Cardoso(45 anos). 
  A aparecer com cada vez melhores exibições o Boavista de Jorge Simão(41 anos) e o Belenenses de Domingos Paciência(48 anos). Daí para baixo(na tabela classificativa da liga) temos( e erei falar apenas nos treinadores) Vítor Oliveira(64 anos), Luís Castro(56 anos), Lito Vidigal(48 anos sucessor de Ricardo Soares de 43anos), Petit(41 anos,sucessor de Vasco Seabra de 34 anos), Pepa(36 anos), Nuno Manta(39 anos), José Couceiro(55 anos), Sérgio Vieira(34 anos sucessor de Manuel Machado de 62 anos) e Ivo Vieira(41 anos, sucessor de Pedro Emanuel de 42 anos).




  Após todos este números, reparamos que temos uma média de idades de 46 anos nos treinadores da primeira liga, contando com muitos deles com menos de 40 anos. E sabendo que ninguém é melhor que ninguém e que ninguém é imprescindível, posso afirmar que temos 18 treinadores muito bons a liderar as equipas da Primeira Liga Portuguesa. 

Na segunda liga temos muitos treinadores jovens em destaque e alguns já com passagens pela primeira liga a quererem provar definitivamente o seu valor, temos Carlos Pinto(44 anos) no Santa Clara, a lutar pela subida e já eliminou duas equipas da primeira liga na taça de Portugal, Armando Evangelista(44 anos) no Penafiel, também na luta pela subida, Nuno Capucho(45 anos) de volta ao Varzim na esperança de voltar a praticar o bom futebol que o levou a ser contratado pelo Rio Ave na época passada. João Henriques(45 anos) no Leixões, também na luta pela subida e Ricardo Soares na Académica a suceder Ivo Vieira após inverterem a divisão onde treinam.
  Falando de treinadores portugueses lá fora temos, entre muitos outros os que mantém mais destaque são, o grande impulsionador dos treinadores portugueses, José Mourinho(54 anos) no Manchester United, Marco Silva(40 anos) no Watford, uma das grandes surpresas da Premier League esta época pela sua classificação e bom futebol que pratica, Nuno Espirito Santo(43 anos) no Wolverhampton a liderar a segunga liga inglêsa, Leonardo Jardim(43 anos) campeão francês em titulo, Paulo Fonseca(44 anos) no Shakhtar Donetsk campeão em titulo e a liderar a liga ucraniana e Paulo Sousa(47 anos) atualmente no Tianjin Quanjian depois de treinar a Fiorentina e ter sido apontado ao comando da Juventus. 

  É de dar valor a clubes como o Rio Ave, o Vit. Guimarães e o Paços de Ferreira que apostam constantemente em treinadores jovens e têm feito, ao longo dos anos épocas muito boas. 

  Posto isto, temos de afirmar que estamos perante a melhor geração de sempre em termos de treinadores nacionais e esperemos não ficarmos por aqui. Esperemos que a qualidade se mantenha e surjam ainda melhores treinadores portugueses no futuro.
Então para todos os jovens portugueses que ambicionam ser treinadores de futebol, não desistam dos vossos sonhos pois estão num dos melhores países do mundo para aprender(muito bem) esta profissão e para a começar a aplicar! 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Assim se quer um treinador.

  

   O TREINADOR, o líder, o que toma as decisões, a mente da equipa, o que treina e passa a mensagem! O quão complexo, difícil e ingrato pode chegar a ser... SER TREINADOR. O quão espetacular e audaz o pode ser também. Não é para todos, mas para alguns é como se fosse um dom ou um destino para o qual foram feitos.
    Falemos de um homem em particular, falemos de Sérgio Conceição! E porquê ele? Porque é um líder! Sérgio chegou ao FCP perante uma hegemonia vitoriosa do maior rival, e o que fez Sérgio? Levantou a alma do FC Porto, fez uma equipa. E como fez ele a equipa? Grandes contratações? Não! Isso é fazer um plantel, uma equipa está no espírito e na mensagem que é passada. Porque Sérgio é assim, transparente, frontal, audaz e completamente competitivo. Sérgio conseguiu ter a audácia de tirar a lenda Casillas para pôr o inexperiente José Sá a titular, por questões de rendimento. Errado? Não, fê-lo por achar ser o melhor para a equipa atualmente. Vimos algo mudar naquele balneário? Nunca. Vimos Casillas, a reunir o grupo depois do treinador ter sido expulso contra o Portimonense em jogo a contar para a taça de Portugal.
    Solidariedade, esforço e garra, são as caraterísticas desta equipa. Nota-se durante o jogo, a forma como comunicam e a intensidade e entrega de qualquer jogador naquela equipa, sejam eles titulares, suplentes ou reservas... todos se sentem úteis.
    Além de tudo isto, o FC Porto está em 1º lugar na Liga NOS com 31 pontos em 11 jogos, 30 golos marcados e 4 sofridos. Já teve jogos mais complicados como contra o Sporting CP (fora-empate), o SC Braga (fora-vitória) e Rio Ave (fora-vitória). Na liga dos Campeões está em lugar de qualificação e está nos oitavos da taça de Portugal... Incrível!

   É bom ver um treinador jovem português a fazer o trabalho que Sérgio está a fazer. O futebol português agradece.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A importância do reforço muscular para o jogador de futebol.


   Atualmente podemos considerar o futebol o desporto rei, principalmente na Europa. Este mediatismo do futebol leva a que haja um grande número de praticantes.
     Se para o jogador de “fim de semana” a condição física geral não seja tão importante, para um jogador de nível competitivo mais elevado, com vários treinos e pelo menos um jogo por semana a conversa muda de figura.
      O reforço muscular no jogador de futebol é importante não só para a melhoria do seu desempenho desportivo, mas também para evitar lesões e recuperar melhor das mesmas quando estas acontecem.
     O treino da força pode variar de acordo com o objetivo a atingir, contudo há fatores que devem ser tidos em consideração como: o número de repetições e séries, a velocidade do movimento, pesos utilizados, tempos de pausa entre outros.
   A escolha dos exercícios a ser utilizados no reforço muscular no atleta vai depender de várias coisas:
 -Condição física do atleta;
 -Objetivo do treino;
 -Equilíbrio muscular que o atleta apresenta;
    Em caso de lesão devemos também ter em consideração o estado de cicatrização da lesão.

    Após isto podemos enumerar vários benefícios do reforço muscular para atletas de alto rendimento incluindo os futebolistas:
 -Ajudar a prevenir lesões;
 -Melhor e mais rápida recuperação de lesões e de períodos de imobilização;
 -Permite o reforço dos grupos musculares solicitados na modalidade praticada, com vista à melhoria do desempenho;
 -Trabalho de habilidades com ligação indireta ao futebol (equilíbrio, propriocepção);
 -Aumento da massa magra em detrimento da massa gorda;
 -Desenvolvimento equilibrado dos músculos agonistas e antagonistas;
 -Desenvolvimento muscular de estruturas menos solicitadas durante a prática da modalidade de modo a um desenvolvimento equilibrado de todo o corpo de maneira a evitar desequilíbrios e problemas daí originários.


    Assim podemos afirmar que o reforço muscular não sendo o objetivo principal de uma modalidade como o futebol é um pilar do treino que não deve ser descurado, pois permite um melhor desenvolvimento do atleta bem como a melhoria de várias competências físicas. 

Domingos Paciência

  Podemos dizer que o sucesso é uma recompensa. Que ele é maioritariamente curto, mas pode ser duradouro. Pode aparecer de uma pequena ...