segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Parabéns Moreirense



         O Moreirense foi o vencedor da Taça da Liga e tem que se lhe dar muito mérito pela forma que conquistou o troféu.
        Ao longo da competição o Moreirense foi um autêntico tomba gigantes, não mostrando medo em nenhuma altura e tendo procurado sempre a felicidade. Ao longo desta caminhada o Moreirense eliminou dois grandes do futebol português, o Porto e o Benfica, e a vontade de vencer ficou notória na meia-final contra o Benfica em que começaram a eliminatória a perder por 1-0 e acabaram por dar a volta ao resultado e ganhar por 3-1 provando que nada os ia parar.
       O sucesso do Moreirense deve-se em grande parte a organização tatica da equipa que foi muito coesa a defender com os dois trincos, Caue e Fernando Alexandre, a não darem espaços para os jogadores criativos das equipas adversárias e dando liberdade a Francisco Geraldes para conduzir o jogo ofensivo da equipa e começar as jogadas de ataque que se vaziaram em contra-ataques eficazes por parte dos 3 homens mais avançados da equipa que são jogadores rapidíssimos e que nesta edição da Taça da Liga não conseguiram ser parados com sucesso muitas vezes. Tenho ainda de destacar a exibição de Makaridze, guarda-redes do Moreirense, que foi um autêntico muro ao longo da competição fazendo com que a equipa saísse vencedora.
       Por último tenho de realçar o excelente trabalho do treinador Augusto Inácio que conseguiu guiar o Moreirense à conquista da sua primeira Taça da Liga. E Moreira de Cónegos é nestes dias uma das terras mais felizes com a conquista da Taça da Liga por parte do clube da Terra.
      No entanto a organização não foi a melhor pois o sitio escolhido fica muito longe para que o estádio pudesse estar mais composto em temos de espectadores e continua a ser inadmissível a entrada de petardos nos estádios, ainda mais quando quase magoam os intervenientes ,neste caso os jogadores do Moreirense.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Entrevista a André Veras.


A entrevista que se segue foi feita a André Veras, atual diretor desportivo do clube de Montalegre, ex-jogador de futebol.

Tendo feito a formação na Associação Desportiva Flaviense e no Grupo Desportivo de Chaves, quais foram as principais diferenças que encontrou entre os dois clubes?
R: A nível da formação, as diferenças não são quase nenhumas, mas no Flaviense havia um terreno pertencente aos clubes com as instalações situadas no mesmo lugar, enquanto que na altura em que eu fui jogador da formação do Chaves tínhamos de treinar em Santo Estevão, Vilar Verde (…) mas como é obvio o Chaves tinha mais história, o peso do emblema era maior, o que criava mais exigência.

Como é que um jogador natural do concelho de Chaves se sente ao chegar aos seniores do Grupo Desportivo de Chaves?
R: É um orgulho imenso. É o culminar de uma carreira de formação que todos os jogadores que passam por isso sonham e ambicionam. Tive essa felicidade, na altura, devido ao meu esforço e luta constante. Mas quando faço uma retrospectiva confirmo que não foi a altura mais indicada da fase do clube para chegar à equipa sénior, infelizmente, mas não posso colocar as culpas só nos outros, também acarreto as culpas nessa decisão e infelizmente não deu para fazer muito mais.

Sendo que na altura em que chegou aos seniores era um dos jogadores mais promissores, sente que o seu percurso estagnou no Chaves e precisava de “mudar de ares” ou a saída para Espanha não foi planeada?
R: A saída do Chaves foi um pedido meu. Aquando da minha chegada a sénior foi me pedido pela direcção do clube e pelo corpo técnico que permanecesse no plantel principal, no entanto eu tinha propostas de divisões inferiores de Espanha e tinha pedido ao clube para sair. Após uma conversa com o professor Vítor Maças, treinador da altura, em que ele disse que contava comigo e que me ia ajudar na minha evolução, decidi continuar no clube, no entanto, o professor Vítor Maças saiu do clube, o que não foi benéfico para mim pois a vinda do mister António Caldas acabou por se tornar penosa. A direção voltou a não me deixar sair, dizendo que o mister contava comigo, o que acabou por não corresponder à realidade como comprova o facto de não voltar a ter sido convocado até à minha saída no mercado de Inverno.

Quais foram as principais diferenças que encontrou entre as divisões inferiores Espanholas e as Portuguesas?
R: A principal diferença que encontrei relacionava-se com o estilo de jogo pois os jogadores espanhóis nessas divisões são muitos nacionalistas não facilitando a vida aos jogadores de outras nacionalidades e também devido ao facto de ter um ritmo de jogo a que não se está habituado. A verdade é que as equipas dessas divisões em Espanha tinham orçamentos e condições de treino muito superiores ao que existia na altura em Portugal. Na altura fui jogar para a 3ª divisão espanhola e posso dizer-te que poucos clubes na 1ª e 2ª divisão portuguesa tinham aquelas condições de trabalho.

Foi dos primeiros jogadores da região a ir jogar para fora sente que foi um precursor nesse aspeto?
R: Não, na altura outros jogadores já teriam saído da região para ir jogar para fora como foi o caso de Nuno Alentejano e Pedro Pinto, que tal como eu fizeram parte do plantel principal do Chaves e também tinham emigrado para Espanha, o que sinto é que as vagas de jogadores e treinadores portugueses se devem à boa formação que existe no nosso país e agora mais recentemente também têm sido dirigentes.

Depois de Espanha regressou a Portugal para jogar na antiga 3ªdivisão, o que o fez regressar?
R: Na altura regressei para jogar na Sanjoanense, que tinha um ótimo projeto, que acabou com a subida de divisão e, mais uma vez, uma mudança de treinador fez com que ficasse 6 meses sem jogar o que me levou a voltar a emigrar desta vez para a Suíça onde a nível financeiro as coisas não correram como previsto tendo a direção do clube falhado comigo, regressando depois ao Mãe de Água e ao Mirandela para voltar a jogar na 3ª divisão, na altura. Após a passagem por esses clubes que decidi que o que recebia não era suficiente para estar longe de casa e de quem gosto e decidi procurar trabalho e jogar pelo gosto de jogar futebol e não deixar de fazer aquilo de que gostava, surgindo a possibilidade de jogar no Vidago e começar a trabalhar em Chaves.

Sente que a ida para o Vidago que estava na Distrital foi um retrocesso na sua carreira?
R: Não foi um retrocesso porque na altura decidi regressar a casa e não estava preocupado com a divisão em que ia jogar, estava sim preocupado com continuar a jogar e com encontrar projetos aliciantes na região. Não tendo recebido propostas de clubes da região que estavam na 3ªdivisão optei por abraçar o projeto do Vidago por confiar nas pessoas que estavam à frente do clube como por exemplo o presidente do clube, Rui Branco, pessoa com quem mantenho uma grande amizade e que mostrou ser uma pessoa séria e com palavra o que originou que estivesse no clube quase três anos e meio sempre com bons projetos e que permitiu andar sempre na luta pela subida de divisão que apesar disso nunca foi possível tendo sido alcançada no entanto a conquista de uma taça da Associação de Vila Real. Após a saída do presidente Rui Branco sai também para Montalegre onde abracei um novo projeto também com pessoas muitos sérias e credíveis.

No Montalegre esteve muitas vezes perto da subida de divisão, tendo ganho vários outros troféus, o que faltou para a equipa conseguir a subida de divisão?
R: Faltou a estrelinha da sorte, faltou nalguns momentos decisivos um pouco de experiência da nossa parte, tendo que dar mérito às equipas que subiram no nosso lugar pois conseguiram estar na luta connosco e conseguiram aproveitar os nossos deslizes.

Foi no final da sua última temporada ao serviço do Montalegre que foi operado ao joelho. Sente que essa operação mudou de alguma maneira o seu estilo de jogo?
R: Não sinto que tenha sido tanto a operação, mas sim a mudança de piso visto que passei a jogar em piso sintético no Vidago. A minha recuperação também não foi a mais apropriada o que fez com que não me conseguisse adaptar a esta nova realidade e foi durante um jogo em Vidago que senti uma dor forte no joelho e decidi por um ponto final na minha carreira para não ter mais problemas no menisco.

Sente que o regresso à competição foi feito de forma mais precoce do que o esperado, contribuindo para o final da sua carreira?
 R: Sim, claro que isso ajudou. O projeto em Vidago, no qual eu também me envolvi e no qual pessoas ligadas à direção do clube não tiveram a melhor atitude para comigo, também ajudaram, tendo regressado a Montalegre onde me foi proposto, se eu assim o entendesse, voltar a jogar pelo clube. Mas como não me sentia a 100% para ajudar o clube, após uma conversa com o presidente decidimos que a melhor opção era eu assumir o cargo de diretor desportivo, o que me deixou muito feliz. Senti que era altura de por um ponto final na minha carrieira e estou muito feliz com essa decisão e estou muito feliz como diretor desportivo no Montalegre.

O Montalegre contratou vários jogadores naturais de Chaves e outros com formação feita no Grupo Desportivo de Chaves, de onde também é natural. Porquê o investimento nesses jogadores?
R: Toda a gente sabe que os clubes infelizmente não têm muitas capacidades financeiras e tendo os jogadores com formação no Chaves muita qualidade e muito talento, como ficou provado no passado, ajudou o facto de não acarretarem custos excessivos para o clube que jogadores estrangeiros ou de zonas mais afastadas de Montalegre acarretariam sendo que a minha ligação também ajudou à sua ida para o Montalegre.

Sendo a manutenção o objetivo principal, sente que se o mesmo for atingido tem mérito e se não for tem alguma culpa?
R: Sinto que o mérito é de todos se o objetivo for alcançado e se não conseguirmos a manutenção a culpa é minha, do presidente e também do treinador. No entanto como grupo que somos temos todos o mesmo objetivo e remamos todos par o mesmo lado rumo ao objetivo , e a meu ver a manutenção será alcançada.

O objetivo do Montalegre é apostar em jovens valores?
R: Sim, basta olhar para a constituição do plantel desta época em que jovens jogadores da região, que não contavam ficar no plantel fazem neste momento parte do mesmo como é o caso de Gabi, Tiago Gomes e do próprio Zé Luís que acaba por chegar tarde a esta divisão e está a revelar-se uma grande surpresa para muita gente. A aposta que foi feita em jogadores com Aliou e Márcio foi balanceada com a experiência de Álvaro, João Fernandes, Paulo Roberto e Riça que transportam serenidade e confiança para os mais jovens acabando o plantel do Montalegre por ser uma mescla entre experiência e juventude. Contamos ainda com algumas boas experiências vinda de fora como é o caso de Nené e Hugo Silva. E esperamos que, com esta mescla, o Montalegre consiga o principal objetivo que é a manutenção e depois parar, relaxar e começar a preparar a próxima época.

Sente que a longo prazo o Montalegre terá capacidade para lutar por algo mais do que a manutenção no Campeonato Nacional de Seniores?
R: É algo difícil porque a nível financeiro somos uma equipa que estamos algo deslocada no interior e isso acarreta-nos muitos custos, mas nada é impossível, vamos passo-a-passo.

Estando inserido na Série A do Campeonato Nacional de Seniores sente que alguma equipa desta série terá capacidade para subir à Segunda Liga?
R:Sim, o Merelinense é uma equipa que apostou forte para subir de divisão, o Vilaverdense e a Oliveirense são equipas que estão na luta para a fase de subida e depois de estarem na fase de subida é uma questão de continuarem a trabalhar e ter a estrelinha da sorte.

Quais os planos para o futuro?
R: Ir passo-a-passo. Neste momento estou focado no Montalegre e é neste projeto que me quero concentrar.

Qual o pior momento da sua carreira?
R: A saída do Grupo Desportivo de Chaves.

E o melhor momento da sua carreira?
R: O melhor é difícil dizer porque tenho vários, a subida de divisão na Sanjoanense, a conquista da Taça da Associação de Vila Real, no Vidago e as conquistas das Taças da Associação de Vila Real, no Montalegre.

Qual foi o treinador que mais o marcou?
R: O professor Vítor Maças e o mister José Viagem pelos forma como me marcaram em momentos diferentes da minha carreira.

Sente que André Veras ainda tem muito a dar ao futebol?
R: Vamos ver o que é que o futuro nos dirá.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Não tem salvação?



            Marco Silva foi contratado para evitar a despromoção do Hull City da Primeira Liga Inglesa para a Segunda Liga Inglesa. Marco não vai ter a vida facilitada pois a direção não parece muito importada com o resultado final. Este facto torna-se nítido quando vemos, neste mercado de transferências, a direção vender os seus melhores jogadores deixando o plantel às ordens de Marco Silva curto para o objetivo proposto.
         Marco Silva já tinha a vida complicada uma vez o plantel tinha poucas opções para cada posição, sendo forçado a fazer adaptações de jogadores a outras posições para apresentar uma equipa competitiva. A onda de lesões em nada veio ajudar o plantel, já à partida curto, do Hull City.
           Marco Silva esta a fazer um bom trabalho apresentando a equipa um futebol bem mais eficaz em termos de golos conseguindo algumas reviravoltas no resultado, como foi o caso do jogo contra o Bournemouth onde a equipa esteve a perder por uma bola a zero e conseguiu dar a voltar ganhando por duas bolas a um.
         Tendo também sobre o comando de Marco conseguido a qualificação para a fase seguinte da taça de Inglaterra e o regresso à luta pela manutenção.
       Causou estranheza aos adeptos do Hull City e ao restante fundo futebolístico a venda de Livermore e a mais que provável venda de Snodgrass e para aumentar a estranheza da situação, o próximo clube de Snodgrass, segundo a imprensa, é um rival do Hull pela manutenção (Burnley). Snodgrass era o abono de família do Hull, sendo o melhor do clube na Primeira Liga Inglesa até ao momento e um dos com mais assistência do plantel.
        Quando Marco Silva foi apresentado disse que a direção o contratou com o objetivo de conseguir a manutenção, mas o que parece é que a direcção não possui, neste momento, a mesma ideia e Marco vai ter de fazer “uma omelete sem ovos” se quiser salvar o “seu” Hull da descida.
          Se há alguém capaz de conseguir esse objetivo é Marco Silva, esperemos para ver o que dita a classificação final.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Formação a dar frutos



          O Benfica vendeu Gonçalo Guedes ao Paris Saint-Germain neste mercado de transferências, dando mais força à aposta que tem sido feito na formação e que tem dado frutos.

          Gonçalo deixa o clube da Luz após uma excelente primeira metade do campeonato onde se destacou a jogar nas costas do ponta-de-lança, tendo mostrado um grande sentido de desmarcação e perspicácia para o golo decisivo em alguns momentos.

          O Benfica tem neste momento uma equipa com muitos jovens como é o caso de Nelson Semedo, Lindelof, André Horta e Cervi. À exceção de Cervi todos jogaram nos escalões inferiores do Benfica ou na equipa B o que prova que a formação é boa e tem qualidade para servir o plantel principal fazendo com que se gaste menos dinheiro em contratações, se ganhe muito dinheiro em vendas e mesmo assim se tenha uma equipa muito competitiva.

          E Rui Vitória continua a encher os cofres encarnados pois além de Gonçalo já saiu Renato Sanches; Nelson Semedo e Lindelof têm clubes interessados neles, estando sujeitos a não ficar muito mais tempo no clube da Luz.

         Esta aposta na formação devia ser um exemplo para os outros clubes que têm jogadores de qualidade nas suas fileiras, mas muitas vezes preferem ir buscar jogadores com o mesmo nível que acabam por ser contratações falhadas e só dar prejuízo aos clubes.

         Foi dado o mote aos clubes com a criação das equipas B agora resta ver como cada clube trabalha com esses jovens valores. Para já o Benfica é o que tem aproveitado melhor os jovens que a sua formação tem, veremos se os outros clubes retiram ilações dessa aposta.


Assim se quer um treinador.

      O TREINADOR, o líder, o que toma as decisões, a mente da equipa, o que treina e passa a mensagem! O quão complexo, difícil e ing...