domingo, 26 de fevereiro de 2017

Terá sido a contratação de Jorge Simão acertada?



    O Braga voltou a perder pontos para o campeonato após o empate em Setúbal e já não ganha uma partida à 6 jogos consecutivos.
    A questão que se coloca é se António Salvador terá tomado a decisão correta em contratar Jorge Simão após ter despedido Peseiro pois aquando da contratação de Simão o Braga já tinha sido eliminado da Liga Europa e da Taça de Portugal.
    Desde a chegada de Jorge Simão, o Braga perdeu a final da Taça da Liga para o Moreirense onde era claro favorito e está cada vez mais longe do terceiro lugar do campeonato e a equipa não apresenta sinais de melhoria em termos exibicionais e a melhoria em termos de resultados tardam em aparecer.
      Jorge Simão, desde a sua chegada, fez regressar Battaglia e contratou Assis e Paulinho ao Chaves para melhorar as zonas que considerava mais fracas na sua equipa mas a equipa continua sem ideias no processo ofensivo e o perigo criado pelo Braga nos jogos surge de ações individuais dos seus jogadores mais criativos o que torna o jogo do Braga previsível.
    Na minha opinião, o Braga podia ter optado por escolher Abel Ferreira que estava e se mantém a treinar a equipa B para assumir a equipa principal e dar oportunidade a um dos técnicos mais promissores do panorama nacional de treinar uma grande equipa pois esta época podia ser de fácil adaptação para Abel pois só tinha de disputar o campeonato e a Taça da Liga e além disso a equipa deu uma excelente resposta quando foi orientada por Abel frente ao Sporting tendo ganho esse jogo que os deixou bem colocados na luta pelo terceiro lugar altura.
   Já Jorge Simão podia acabar o projeto que tinha para esta época no Chaves e depois perceber que projeto era melhor para ele pois já conhecia a equipa do Chaves e sabia como a equipa respondia aquilo que ele pretendia dele; com a mudança para o Braga estava sempre sujeito a ter de explicar as suas ideias à equipa e tinha de ver como a equipa se adaptava a elas, como provam os recentes resultados à algo que não está a funcionar no Braga vamos ver se Jorge Simão consegue dar a volta a essa situação.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

A Alemanha de 2014.



   O mundial de 2014 foi ganho pela Alemanha que assim voltou a ser a selecção dominante depois de muitos anos afastada dos títulos. Em grande parte isto deve-se ao facto de a maior parte da equipa jogar na Alemanha e estar familiarizada a um futebol apoiado e com passes longos facilitando a vida ao seu seleccionador pois assim conseguiu com grande agilidade por a equipa a jogar como queria.
   A qualidade dos jogadores também facilitava os jogos a seu favor e ao contrário do passado recente a selecção alemã funcionou como equipa.
Fig.1.Equipa inicial da Alemanha no Mundial de 2014
    No processo ofensivo a Alemanha começava o seu jogo ofensivo pelos pés de Khedira ou de Schweinsteiger permitindo a Müller e a Özil que abrissem nos flancos para poderem dar profundidade à equipa quando esta tinha bola. Quando não era possível à equipa esticar o jogo rapidamente a equipa jogava um futebol apoiado com Kroos a comandar as operações com Özil a jogarem mais nas zona central para que fosse possível à equipa jogar mais junta e poder recorrer à troca de bola através de passes mais curtos pois os seus laterais não subiam muito no terreno o que fazia com que em vez de mudanças rápidas do flanco de jogo a Alemanha quando não tinha linha de passe curto jogava nos homens mais recuados para que os adversários subissem no terreno e assim pudessem explorar a profundidade nas costas da defensiva adversária que Müller e Klose davam à equipa.

Fig.2.Processo Ofensivo da Alemanha no jogo contra o Brasil no Mundial 2014


    No processo defensivo a equipa descia as linhas, com Müller e Özil a jogarem em linha com dois dos três médios da equipa enquanto o terceiro desses médios a subir no terreno para pressionar a equipa adversária perto de Klose dificultando a vida aos defesas e ao médio mais recuado que tinham dificuldade em sair a jogar pois as linhas de passe mais curto estavam tapadas por os jogadores mais adiantados e do meio campo da Alemanha. A linha defensiva por seu turno jogava subida perto da linha de quatro formado pelos extremos e pelos dois médios para impedir a equipa adversária de continuar a progredir no terreno caso passasse a primeira linha de pressão da Alemanha.
   Como a Alemanha dificultava a saída de bola pelo chão as equipas viam-se obrigadas a recorrer a um estilo de jogo mais direto recorrendo a bola aéreas longas para frente de ataque que eram facilmente anuláveis pela Alemanha que tinha uma equipa muito alta que controlava este tipo de jogo com facilidade.



Fig.3.Processo Defensivo da Alemanha no jogo contra o Brasil no Mundial 2014


    Esta geração da Alemanha já tinha chegado a uma final de um Europeu e a umas meias-finais de um Mundial e finalmente em 2014 conseguiu voltar a levar o título de campeã mundial para a Alemanha.
   A grande diferença esteve na chegada de Guardiola ao Bayern que adotou um estilo de jogo que se focava em passes curtos o mesmo que Löw queria implementar na selecção mas que ainda tinha conseguido na totalidade pois tinha pouco tempo de trabalho por ano com o s jogadores, a chegada de Guardiola facilitou esse trabalho e levou a Alemanha finalmente ao título.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

De Herói a despedido em poucos meses.



   Hoje o mundo acordou com a notícia que Cláudio Ranieri foi despedido do Leicester, algo que chocou muita gente pois, apesar do Leicester estar perto da zona de despromoção na Liga Inglesa e ter sido eliminado da Taça de Inglaterra, a forma como está a decorrer a temporada não é incomum no Leicester uma vez que a luta pela despromoção é a sua luta.
   É triste e desolador ver sair Ranieri do comando técnico do Leicester ficando a sensação que a direcção está a ser ingrata com ele pois se o Leicester foi campeão a época passada em muito o deve a Ranieri que conseguiu pegar numa equipa que lutava pelos lugares com jogadores que eram teoricamente mais fracos que os de outras equipas pô-los a funcionar como equipa e fê-los acreditar que era possível ganhar a todos os adversários e que conseguiam ser campeões quando muitos pensavam que isso era impossível.
   Ranieri fez com que Vardy, um jogador que há 5 anos atuava na 5ª divisão Inglesa, fosse um dos melhores marcadores da temporada passada e fosse convocado para a seleção inglesa; Kanté é hoje um dos melhores médios defensivos do mundo e deve-o em grande parte a Ranieri que foi contratá-lo e apostou nele para comandar o meio campo do Leicester.
    Esta notícia foi ainda mais chocante porque os adeptos do clube sempre apoiaram Ranieri e sempre estiveram do lado deste e mesmo quando as coisas estiveram mal reconhecem que o grande obreiro pelo título inesperado do Leicester foi Cláudio Ranieri e são-lhe eternamente gratos por isso. Quem visse os adeptos a apoiar e a falar do treinador quando davam entrevistas parecia que preferiam descer de divisão do que que despedissem Cláudio Ranieri.
    A minha opinião é equivalente à da maior parte do mundo do futebol, que é que a direcção do Leicester não deveria ter despedido Cláudio Ranieri pelo menos para já uma vez que o Leicester ainda está fora dos lugares de despromoção e ainda te hipóteses na Liga dos Campeões por isso esta época, não estando a ser tão má quanto dizem, não justifica o despedimento de Ranieri.
    O meu único desejo é que Cláudio Ranieri encontre um clube rapidamente e que prove ao Leicester que o clube tomou a decisão errada ao despedi-lo pois ele era o homem certo para o cargo fazendo funcionar bem a equipa devido à forma como foi gerida pelo seu líder.

Assim se quer um treinador.

      O TREINADOR, o líder, o que toma as decisões, a mente da equipa, o que treina e passa a mensagem! O quão complexo, difícil e ing...