domingo, 30 de abril de 2017

É preciso renascer os gigantes de Milão.

     As equipas de Milão, Inter e Ac Milan, precisam urgentemente de uma restruturação, nos plantéis e no comando técnico para conseguir voltar a lutar pelo título italiano.
    Após terem sido comprados por milionários asiáticos é expectável que as equipas invistam muito dinheiro para reforçar os seus plantéis, mas é preciso saber contratar com qualidade e escolher o homem certo para o comando técnico dos respetivos clubes.
    No caso do Inter de Milão o clube pode aproveitar muito do plantel atual que tem jogadores com qualidade, contratar com critério reforçar as posições mais débeis da equipa e o próprio banco de suplentes e a nível de jogadores terá tudo para ombrear com a Juventus, Nápoles e Roma pelos lugares cimeiros da classificação. Além disto também precisa de arranjar uma equipa técnica e uma estrutura à volta desta que dê garantias ao novo presidente que o Inter poderá lutar por títulos.
    No caso do Ac Milan o clube precisa de apostar nos jovens valores que estão a aparecer no clube e juntar lhe jogadores com créditos firmados e que sejam mais valias para o clube para que possam montar uma equipa com qualidade e homogénea e tal como o Inter de milão precisa de uma nova equipa técnica pois nem a atual do Ac Milan nem a do Inter tem capacidade para continuar nos respetivos bancos pois não acrescentaram nada ao longo deste ano.
    As equipas devem ter em atenção as escolhas que fazem para não cometerem os mesmos erros que o Valência que gastou milhões em contratações e já mudou várias vezes de treinador porque não consegue fazer com que a sua equipa tenha os resultados pretendidos.
   Pois mais importante que ter muito dinheiro para contratações é preciso saber escolher quem contratar pois todos elementos têm que ter o mesmo objetivo e têm que ser jogadores que deixem tudo em campo e que não pensem só nos milhões que vão receber.
    Daí que a escolha mais difícil que os clubes de Milão vão ter seja a dos treinadores pois são eles que vão escolher quem joga.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Grande exibição de Ander Herrera

   Ander Herrera foi o melhor jogador do encontro sendo importante para que o Manchester United tivesse ganho o jogo.
    Além de ter feito um golo e uma assistência, Ander Herrera foi decisivo no processo ofensivo.
Mourinho sabia perfeitamente o que tinha que fazer para ganhar o jogo contra o Chelsea -precisava de anular Hazard, que tem sido o motor ofensivo da equipa, e sabia que se o conseguisse ficava mais perto da vitória.

   Ander Herrera foi o incumbido dessa tarefa e sabia que teria de marcar Hazard de perto e não o podia deixar virar para a sua baliza pois no 1 para 1 Hazard seria superior. Obrigou-o a jogar o mais longe possível da baliza obrigando-o a vir receber a bola no seu meio campo defensivo, de costas para a baliza do Manchester United e fazendo uma pressão forte sobre ele, o que o impedia de se virar e controlar as suas ações sendo ele a escolher para onde Hazard soltava a bola; isto facilitava aos seus companheiros a recuperação de bola para lançar contra-ataques.


Fig.1.Marcação de Ander Herrera a Hazard

Fig.2. Pressão sobre Hazard
   Além de ter sido o jogador mais importante no processo defensivo foi também importante na manobra ofensiva da equipa pois as jogadas ofensivas começavam por ele por norma pela direita do ataque do United permitindo a Valencia subir no terreno e jogar quase como extremo e decidindo quase sempre bem, quando era preciso esticar o jogo através de um passe em profundidade nas costas da defesa do Chelsea. Também era ele o escolhido e é num desses passes longos que Rashford inaugura o marcador. Quando a equipa jogava de forma mais pausada e em futebol de posse ele era o homem que ficava a entrada da área para explorar o remate de fora de área e foi assim que marcou golo.
Fig.3.Remate para golo de Herrera
Fig.4.Passe em profundidade de Herrera
Fig.5.Início da construção ofensiva com Herrera a fugir para o corredor direito
     Foi por causa de Ander Herrera que o United conseguiu controlar o Chelsea e ganhar o jogo, prova disso são as pouquíssimas oportunidades que o Chelsea teve para criar perigo para a baliza adversária. 



terça-feira, 11 de abril de 2017

O que se passa com o Barça?

   O mundo do futebol ficou rendido à reviravolta do Barcelona frente ao Paris na Liga dos Campeões, mas não é esse resultado que vai atenuar que o Barça está a passar por problemas que ficaram bem evidentes este fim-de-semana com a derrota no terreno do Málaga.
      Foi um jogo onde ficou notório que apesar do Barça ter possivelmente a melhor frente de ataque do mundo tem problemas no meio campo e na defesa. É verdade que este fim de semana o Barça não pode contar com o contributo de Píque por lesão, mas também é verdade que Mathieu não está ao nível dos restantes colegas e que tem muitas culpas no primeiro golo do Málaga e o outro grande problema foi que o meio campo do Barça estava demasiado previsível nas suas ações ofensivas o que fez com que o Málaga após se colocar em vantagem no marcador tivesse facilidade em defender o resultados pois conseguia antecipar as ações dos adversários. Reforça-se que no meio-campo André Gomes ainda não conseguiu demonstrar que vale o que o Barcelona pagou com ele passando mais ao lado do jogo.
      O que me surpreendeu mais no jogo de sábado foi a decisão de Luís Enrique de deixar Iniesta fora da equipa titular o que se revelou uma decisão errada pois o Barcelona não podia perder pontos depois do Real ter empatado com o Atlético uma vez que a vitória deixava-os mais perto da liderança da Liga.
      Para concluir Neymar não pode ser expulso daquela forma sendo um dos jogadores mais decisivos da equipa tem de conseguir aguentar-se em campo os 90 minutos para assim ser mais fácil à equipa tentar dar a volta à situação.

Foi um mau fim-de-semana para o Barcelona que tinha tudo para ganhar pontos ao Real Madrid e acabou por perde-los.

domingo, 2 de abril de 2017

E ficou tudo na mesma.



     O clássico entre o Benfica e o Porto acabou empatado 1-1 com Jonas e Maxi Pereira a marcarem os golos do encontro.
    O Benfica entrou melhor no jogo e cedo chegou ao golo através da conversão de uma grande penalidade por Jonas a punir falta de Filipe sobre o próprio após o golo o Benfica recuou linhas e entregou a maior parte da posse de bola ao Porto que apesar de ter mais posse de bola não conseguiu criar muitas oportunidades de perigo no primeiro tempo muito por culpa do bom posicionamento defensivo do Benfica que conseguiu juntar linhas com os médios a jogar próximos dos defesas não dando espaço ao meio campo do Porto para construir jogo perto da baliza do Benfica que criava perigo nas saídas em contra-ataque por Salvio e Rafa e através das bolas paradas.
     Na segunda parte o Porto entrou melhor com Soares a não jogar tanto de costas para a baliza, jogando mais vezes em profundidade dando aos médios uma linha de passe mais comprida para que pudessem criar perigo dificultando o trabalho defensivo ao Benfica que à conta deste esticar de jogo por parte do Porto tinha a sua linha do meio-campo mais longe da defensiva o que dificulta uma maior coesão defensiva aos encarnados e foi numa dessas bolas mais longas para uma lateral que o Porto depois de vários remates à baliza chega ao empate por Maxi Pereira.
     A partir de aí o Porto recua no terreno entregado a posse de bola ao Benfica que controlou o resto do jogo fazendo com que o Porto criasse pouco perigo para a sua baliza no resto do jogo e criando perigo para a baliza do Porto e só não marcou golo pois Casillas foi enorme entre os postes negando por várias vezes o golo ao Benfica.
     Num plano positivo destaco Casillas e Brahimi do lado do Porto, Casillas pelas excelentes defesas que fez e que permitiram ao Porto sair do estádio da Luz com um ponto e Brahimi por ter sido o jogador mais esclarecido e aquele que mais tentou criar perigo ao Benfica.Do lado do Benfica Rafa e Jonas, Rafa foi exímio a defender na primeira parte e a sair para o contra-ataque e foi uma autêntica dor de cabeça para Maxi e Jonas pelo golo e pelas várias oportunidades que foi capaz de criar.
    Num plano negativo destaco Óliver que passou ao lado do jogo não se tendo destacado ao longo do jogo e deixando muitas vezes Danilo sozinho para Jonas e Pizzi. Do lado do Benfica, Samaris tem culpa no lance do golo do Porto pois é ele que deixa Maxi Pereira rematar sem oposição.

Assim se quer um treinador.

      O TREINADOR, o líder, o que toma as decisões, a mente da equipa, o que treina e passa a mensagem! O quão complexo, difícil e ing...