sexta-feira, 30 de junho de 2017

A profundidade da Seleção Alemã.

   



     A seleção atingiu a final da Taça das Confederações depois de golear o México nas meias finais por 4-1.
      A seleção alemã que se apresentou na Taça da Confederações deixou de fora alguns dos melhores jogadores alemães da atualidade dando a oportunidade a Joachim Löw de observar jogadores jovem com enorme potencial e margem de progressão.
     Com esta atitude a Alemanha mostrou que o resultado final não era o mais importante, mas sim a observação de jogadores que podem fazer parte da convocatória para o Mundial da Russia em 2018 e ao mesmo tempo não sobrecarregar jogadores importantes com é o caso de Ozil, Muller, Neuer, Hummels e Kroos que fizeram muitos jogos pelos seus clubes ao longo da temporada.
     Estreando sete jogadores na convocatória que estiveram em evidência pelos seus clubes, mas que se fosse uma competição mais importante podiam ter ficado de fora da convocatória.
    Para se perceber como esta seleção não é a mais forte da Alemanha basta recorrer aos jogos de qualificação para o Mundial de 2018 em que Joachim Löw começou todos os jogos, exceto contra São Marino pois a convocatória era a mesma que para a Taça das Confederações, com pelo menos 5 jogadores que não convocou para a Taça das Confederações.
     A verdade é que mesmo tendo deixado de fora as melhores seleções a Alemanha conseguiu até ao momento obter excelentes resultados tendo goleado o Campeão da América do Norte e Centro, o México, que trouxe os seus melhores jogadores e que tem muita qualidade e tendo empatado com o campeão da América do Sul, o Chile, que vai voltar a enfrentar na final.
    Com esta decisão a Alemanha demonstrou que tem muitos jogadores com muita qualidade e que vai ser difícil para Joachim Löw fazer uma convocatória para o Mundial de 2018 totalmente consensual.

   Com tantas opções terá muitas boas dores de cabeça para escolher os 23 jogadores para a convocatória final.

Convocatória da Alemanha para a Taça das Confederações

Convocatória da Alemanha para o Europeu de 2016

quinta-feira, 29 de junho de 2017

À procura do equilíbrio.


     Portugal perdeu ontem a meia-final da Taça das Confederações contra o Chile.
     Portugal fez uma boa primeira parte não dando seguimento no resto do jogo.
    Foi com as linhas bem subidas no terreno com Adrien e William a impedirem que os médios do Chile que Portugal conseguiu controlar o jogo e ter o ascendente da partida.
     Este atrevimento de Portugal estava a ser positivo, mas a verdade é que Fernando Santos já provou por mais que uma vez que gosta que a equipa acima de tudo esteja equilibrada, algo que não acontecia com as linhas tão subidas e desceu as linhas no terreno para que a equipa equilibrasse, o que permitiu ao Chile ter mais bola e ficar mais confortável no jogo.
     Fica visível que Fernando Santos gosta de manter a seleção de Portugal equilibrada em jogos com seleções com alguma qualidade, isso ficou provado com a equipa inicial que apresentou no primeiro jogo da Taça da Confederações em que deixou André Silva no banco de suplentes optando por Nani que é um jogador que defende melhor que André e que tem menos presença na área. O que acabou por mostrar ser um erro pois foi com a entrada de André Silva a equipa joga melhor e Ronaldo tem mais liberdade de movimentos e consegue ser mais mortífero, mas mesmo depois de ver isso e de ter optado por André Silva nos outros jogos a verdade é que sempre que se encontrou a vencer ou quando sentiu que não era possível ganhar as substituições foram sempre no sentido de equilibrar o meio campo e colocar jogadores que defendem melhor que aqueles que saíram.
    Apesar de ter sido campeão europeu com esta forma de jogo a verdade é que fica a sensação que Fernando Santos podia ter arriscado mais nesta Taça das Confederações e o desfecho podia ser mais favorável para Portugal.
     Mas continua a ser o melhor treinador para Portugal.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Os Treinadores da Liga Portuguesa.

 


       As equipas da primeira Liga já escolheram todas os seus treinadores para a época de 2016/2017, e todos eles são portugueses.
       Começando pelos três “grandes”, Rui Vitoria é o que está menos pressionado pois é bicampeão e a direção do Benfica sabe que ele é capaz de vencer não tendo na minha perspetiva o lugar em risco se não for campeão, já Jorge Jesus e Sérgio Conceição sabem que têm de ser campeões para no fim da época manterem o seu lugar de treinador de Sporting e Porto respetivamente.
      Jesus vai para a sua terceira época no Sporting e é a última oportunidade que Bruno de Carvalho lhe dá para ser campeão enquanto Pinto da Costa fez um esforço para conseguir Sérgio Conceição e espera o retorno desse esforço com o título da Liga Portuguesa.
      Nos rivais do Minho, Braga e Vitoria de Guimarães, Abel Ferreira tem o seu primeiro grande desafio como treinador num Braga que está a atacar forte o mercado para dar uma equipa capaz de ser intrometer na luta pelos lugares cimeiros, o Vitória mantém Pedro Martins como treinador e com um treinador com a qualidade dele à frente da equipa pode sempre aspirar a uma excelente classificação.
     Na luta pela Europa o Marítimo manteve Daniel Ramos como treinador após uma excelente prestação na época passada enquanto que Chaves e Rio Ave mudaram de treinador, o Rio Ave escolheu Miguel Cardoso que era adjunto de Paulo Fonseca no Shaktar e que tem a sua primeira experiência como treinador principal num clube que costuma “atacar” bem o mercado. O Chaves escolheu Luís Castro para seu treinador após uma temporada em que provou no Rio Ave que as suas equipas jogam um futebol bonito e com qualidade, com uma direção que pretende levar o clube aos palcos europeus, Luís Castro e o seu Chaves têm tudo para fazer um bom campeonato.
      A equipa que mais interesse me desperta é o Aves pois a equipa contratou Ricardo Soares que começa assim pela primeira vez uma temporada à frente de um clube na Liga NOS, além disso a direção tem contratado jogadores com muitos anos de Liga NOS e com créditos firmados.
        Por seu turno o Portimonense conseguiu manter Vítor Oliveira como treinador voltando assim o “Rei das Subidas” a treinar na Liga NOS resta saber se lhe vai correr tão bem como costuma correr a Segunda Liga.
       Tirando o Moreirense o resto dos clubes manteve o treinador com que acabou a temporada, sendo que os que mais atenção me despertam são Nuno Manta e Miguel, treinadores do Feirense e Boavista respetivamente, pois têm qualidade para se intrometer na luta pela Europa se as coisas correrem como o planeado.

       Resta agora esperar pelo início da Liga NOS e ver como vão correr as coisas aos clubes.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Explorar Douglas Costa.


  
      A principal diferença em termos ofensivos entre o Bayern de Munique de Carlos Ancelotti e Pep Guardiola é a forma como exploram o jogo dos extremos.
    Enquanto que esta época Ancelotti privilegiava o jogo individual de Robben sendo constante ao longo da época ver Robben jogar em inferioridade numérica para a defesa adversária e tentar sair dessa situação com a bola controlada.
    Quando esta situação não funcionava Robben esperava pelo apoio dos colegas para recomeçar o processo ofensivo através de passes curtos entre eles ou de cruzamentos para a grande área adversária para tentar chegar ao golo.
     Com Guardiola a ideia era que a equipa trocasse a bola entre ela dando mais destaque ao lado do campo em que não estivesse Douglas Costa.
    A ideia era simples atrair a equipa adversária toda para junto da bola deixando só o marcador direto de Douglas Costa com ele ficando muito longe do resto da equipa, com isto o Bayern de Munique conseguia desorganizar o bloco defensivo das equipas mais fracas.
     Quando esta desorganização acontecia a bola circulava rápido até Douglas Costa que aproveitava o facto de ficar um para um com o marcador direto para fazer o drible e permitir que o Bayern ficasse em vantagem nesse momento e a defesa adversária tinha que fazer compensações o que provoca deslocamentos de elementos de umas posições para outra para que Douglas não ficasse sozinho.
    Esta situação fazia com que o Bayern de Munique criasse muitas situações de perigo através de Douglas Costa.
    O impressionante é que esta situação resultava sempre mesmo sabendo os adversários que ia ser explorada pois era difícil controlar.
    Quem perdeu com esta variação da forma de jogar de Ancelotti foi Douglas Costa que passou a ter menos impacto na equipa, no entanto continua a ser uma solução de Ancelotti quando o resultado do jogo não é o esperado.

    Esta ideia foi uma das grandes soluções encontradas por Guardiola.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Um empate... Soube a pouco

   

    No passado domingo, Portugal defrontou o México, em jogo a contar para a fase de grupos da Taça das Confederações.
    Portugal, entrou no jogo de forma apática, sem o querer de 2016 (Euro), com falta de confiança e inspiração e um "respeito"​ que era necessário (mas que acabou por ser exagerado) pelo adversário. O México, mostrou essa humildade e respeito por Portugal, mas para além disso o seu treinador estava com muitos apontamentos sobre as referências atacantes portuguesas.
     Na verdade​ foi um jogo pobre em bom futebol, precipitação, falta de criatividade e concentração, foram os fatores preponderantes para a fraca exibição portuguesa. Sentiu-se a falta da melhor defesa do Europeu 2016, e Pepe e José Fonte tiveram um mau dia (o que é invulgar). Raphael Guerreiro esteve num dia a não recordar, e estranhamos ainda mais porque nos habituou a grandes exibições... O meio campo português não funcionou, esteve lento, pouco criativo e à espera do erro adversário, simplesmente não quis ter a bola desde início. Não houve uma ligação defesa ataque... Pedia-se Bernardo a jogo, Gelson e André Silva deram frescura e esperança... Adrien mostrou garra, mas já era tarde. Era um jogo que se podia ter ganho facilmente, Portugal complicou-o.
     Fernando Santos, podia ter confiado mais na juventude do seu plantel. Devia ter posto André Silva a titular, o jovem pode não estar num momento excelente​, mas já mostrou boa sintonia com Ronaldo, estes têm funcionado bem juntos, o Cristiano Ronaldo esteve apagado e ressentiu a ausência de André.
   De qualquer das formas, acho que Fernando Santos é um Homem inteligente e com uma boa gestão, penso que é um grande treinador e acabaremos por sair por cima... Dias maus toda a gente tem, e esta equipa merece o nosso crédito e admiração, pois são campeões Europeus. E como diz o povo... Passamos sempre à última chance... Bora Fernando, bora rapazes. Eu acredito!

Texto Escrito por: Nautílio Ribeiro

domingo, 18 de junho de 2017

Vitória escapou no último minuto.


   Portugal empatou hoje frente ao México no primeiro jogo na Taça das Confederações de ambas as equipas.
   Foi um jogo razoável por parte da seleção Portuguesa que apresentou duas novidades no onze titular, Nani e Quaresma.
   Com Nani a titular Fernando Santos reeditou a frente de ataque que fez de Portugal campeão europeu. A ideia de Fernando Santos ao usar esta frente de ataque foi manter o equilíbrio da equipa que foi conseguido devido à pressão de Nani a Herrera que foi o médio mais defensivo do México.
    Portugal estava a ter dificuldades em jogar devido à pressão alta do México até que numa bola longa Ronaldo arrasta consigo a defesa do México isolando depois Quaresma para este inaugurar o marcador.
    Nem o golo fez Portugal subir as suas linhas e procurar o erro que o México podia fazer na primeira fase de construção. Em contrapartida o México aproveitou uma falha defensiva de Portugal para fazer o golo do empate.
    A melhor altura de Portugal e em que se sentiu que a equipa queria realmente ganhar o jogo foi após a entrada de André Silva para jogar ao lado de Cristiano Ronaldo na frente de ataque algo que permite à equipa ter alguém na área quando Ronaldo vem receber a bola mais recuado no terreno.           Com André Silva a equipa ganhou maior presença na área e mais dinâmica ofensiva pois permite a Ronaldo procurar outra zonas do terreno para criar desequilíbrios e arrastar marcações que podem ser aproveitadas pelos extremos.
    Uma prova como André Silva pode ser importante foi o cabeceamento que fez à baliza do México que só não deu golo graças a uma grande defesa de Ochoa.

    Não foi um jogo brilhante por parte da seleção que esperemos que faça melhor nos próximos jogos.

Melhor momento do jogo.

domingo, 11 de junho de 2017

Ronaldo vai ganhar a 5.

     

      Dois golos na final da Champions permitiram a Ronaldo ultrapassar Messi na lista de marcadores da Liga dos Campeões desta temporada marcando um total de 12 golos.
     Um feito incrível se repararmos que antes dos quartos de final Ronaldo tinha apenas dois golos marcados. A partir daí fez 5 contra o Bayern de Munique nos quartos, 3 contra o Atlético nas meias e 2 contra a Juventus na final sendo determinante para que o Real Madrid saísse vencedor da competição.
    Depois de vencer a Liga dos Campeões, Cristiano chega à seleção e faz mais dois e uma assistência no jogo contra a Letónia tornando o melhor marcador pela sua seleção entre todas as seleções dos que ainda estão em atividade.
     Se Ronaldo continuar a marcar golos pela seleção como tem marcado pode ser sem dúvida alguma o jogo como mais golos marcados pela seleção do seu país.
Ronaldo continua em grande forma aos 32 anos de idade e depois de uma temporada em cheio em 2016 muita gente pensava que Ronaldo não ia conseguir manter a forma em 2017, a verdade é que conseguiu. Está a ter um ano de 2017 ao mais alto nível tendo ganho a Liga Espanhola e a Liga dos Campeões e podendo ganhar ainda a Taça das Confederações, Supertaça Europeia, Supertaça Espanhola e Mundial de Clubes.
    Conseguiu todos os feitos numa temporada em que jogou menos minutos que o habitual, o que torna este feito ainda mais espetacular.
     Está na melhor forma da carreira, o que permite ao clube e à sua seleção estarem na luta por títulos ficando cada vez mais mortífero com o acumular dos anos.
     Com tudo o que conseguiu ao longo deste ano Ronaldo é o mais forte candidato a ganhar a Bola de Ouro, que será a sua quinta e que permitirá empatar com Messi.


sábado, 10 de junho de 2017

Escolhido pela Mística.

    
     
     Sérgio Conceição foi o escolhido pelo Porto para ser o seu treinador na época de 2017/2018.
    Tem pela frente a árdua tarefa de fazer regressar o Porto aos títulos depois de 4 anos seguidos sem vencer o campeonato.
    Sérgio Conceição chega ao Porto depois de uma excelente época no Nantes, mas também de sair do Braga por problemas com o presidente e de ter feito uma época razoável com o Vitória de Guimarães.
    Sérgio é um técnico direto, frontal, no entanto é um técnico com pouco currículo, escolhido pela ligação aos anos de glória do clube e que será capaz de transmitir isso aos jogadores para que estes sejam capaz de perceber essa grandeza.
    A meu ver o Porto precisa de um técnico capaz de entender o jogo e de arranjar soluções consoante os diferentes contextos de jogo não se sabendo se Conceição será capaz de o conseguir.
Conceição fez um discurso ambicioso na sua apresentação mostrando confiança no seu trabalho e no de todos os que o rodeiam.
   O primeiro grande desafio vai ser escolher quem fica no plantel, quem é vendido e quem é para emprestar e depois desta seleção ver quem são os jogadores a contratar para atacar a nova temporada.
   A grande incógnita será qual o sistema tático que vai utilizar pois apesar do Porto de Nuno jogar muitas vezes em 4-4-2 ou em 4-2-3-1 o sistema tático que mais títulos deu ao Porto foi o 4-3-3.              Tendo que se aguardar pelos primeiros jogos para perceber a forma como vai abordar a nova temporada.
    O fantasma que vai pairar sobre Sérgio Conceição é o de não ter sido primeira escolha para o cargo, algo que é facilmente esquecido se no fim da época o Porto voltar a ser campeão nacional.

      Vamos ver como corre a época ao Porto e a Sérgio Conceição.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Merece outros voos.


   Pedro Martins mostrou mais uma vez na época 2016/2017 o porquê de já ser um dos grandes treinadores portugueses.
    Devolveu o estatuto de quarto grande ao Vitória de Guimarães e ainda o levou à final da Taça de Portugal.
    É um treinador que sabe o que quer das suas equipas e consegue trabalhar com elas da forma que pretende para tirar o melhor delas.
   Um homem sério, calmo e que subiu a pulso na carreira e é neste momento um dos nomes emergentes no panorama nacional.
    Não foi só no Vitória que Pedro Martins cumpriu os objetivos que se propôs. Já tinha levado o Marítimo, o Rio Ave a classificações que permitissem às equipas irem à liga Europa nas épocas seguintes.
    Prova da sua qualidade foi a forma como abordou o mercado de transferências no início da época de 2016/2017 tendo contratado por empréstimo de Marega e Hernâni que foram peças importantíssimas ao longo da época.
   Além dos empréstimos cirúrgicos que fez, contratou alguns dos melhores jogadores a atuar em Portugal a título definitivo e que podiam ajudar a equipa em certas posições como foi o caso de Soares, Sturgeon e João Aurélio.
    Outra aposta de Pedro Martins foi em jogadores que já conhecia e em confiava como foi o caso de Prince, de Rafael Miranda e Rúben Ferreira.
  Conseguiu também ganhar dinheiro com Soares que após uma primeira metade da época em Guimarães foi contratado pelo Porto o que permitiu um bom encaixe financeiro ao Vitória que acabou por conseguir colmatar a sua saída.
    Pedro Martins tem muitos interessados em contar com os seus serviços para esta temporada sendo por isso cedo para dizer que equipa vai orientar em 2017/2018.
   Tem tudo para treinar um grande clube no futuro e conseguir grandes feitos, um exemplo a seguir sem dúvida alguma.



terça-feira, 6 de junho de 2017

A chave do sucesso.

    O Real Madrid ganhou a Liga dos Campeões 2016/2017 com uma vitória por 4-1 sobre a Juventus.
  O Real jogou em 4-4-2 com Casemiro como médio defensivo e com Ronaldo nas costas de Benzema como segundo avançado.

    Com a utilização deste sistema tático Zidane reforçou a zona central do meio campo para dificultar a genialidade de Dybala e estar mais protegido quando a Juventus recorresse a um estilo de jogo mais direto.

Fig .1.Equipa inicial do Real Madrid
     A nível defensivo o Real Madrid começou esta final sem perceber a 100% a ideia do seu treinador, que percebeu essa situação e corrigiu isso o mais rapidamente possível.
    A estratégia do Real consistia em que Casemiro, Kroos e Modric impedissem que a Juventus fizesse a ligação defesa-ataque através de Dybala enquanto Isco numa primeira fase fazia marcação a Pjanic passando depois a descair para uma das alas quando a Juventus usava as alas para chegar perto da baliza de Navas. A tarefa de Ronaldo era cair na ala que Isco deixava livre.
    Quando a Juventus recorri ao jogo direto Casemiro descia para junto dos centrais e para estarem mais confortáveis neste momento do jogo.
    Apesar de jogarem em 4-4-2 o Real defendia em 4-5-1 ou em 5-3-2 para estar mais equilibrado no processo defensivo.

Fig .2.Posicionamento do Real com a bola numa das alas.

Fig .3.Pressão alta do Real Madrid.

Fig .4.Posicionamento  defensivo no Real numa bola direta
    A nível ofensivo os laterais do Real Madrid subiam no terreno para dar largura à equipa para que fosse possível variar o flanco e para que fosse possível à equipa tirar cruzamentos para aproveitar a boa capacidade de desmarcação de Ronaldo e de Benzema.
    A maior arma do Real Madrid foi a capacidade de Kroos, Isco e Modric para sair a jogar com a bola controlada e levar a bola durante vários metros até à área adversária.
   A segunda parte mais eficaz e dominante do Real Madrid deveu-se ao facto do Real Madrid ter subido as linhas e ter feito pressão mais à frente recuperando a bola mais perto e permitindo ao Real Madrid chegar mais rápido à baliza da Juventus e apanha-la em contra pé, tendo vantagem em termos numéricos e posicionais.
Fig .5. Saída de bola por Toni Kroos.

Fig .6.Desmarcação de Benzema para uma da alas.

Fig .7. Cruzamento de Modric para o segundo golo.

A chave da vitória do Real Madrid foi a forma mais intensa com que entrou na segunda parte da partida.
Após uma primeira parte equilibrada o Real dominou a segunda parte, sendo por isso mais que natural a vitória no jogo.
Esta vitória fez com que Zidane e Ronaldo ficassem mais próximos de ganhar o prémio de melhor treinador e melhor jogador do mundo respetivamente. 













Zidane vai ser o melhor do ano.

   Zidane é o grande candidato a ganhar o prémio de melhor treinador do ano após a vitória na Liga Espanhola e na Liga dos Campeões.
  No meu último texto disse que Zidane não era apenas um ex-jogador com sorte, mas sim um treinador astuto isto o que se deveu ao que absorveu dos treinadores que teve ao longo da carreira e ao ano em que foi adjunto de Carlos Ancelloti.
   É um treinador calmo, sereno que não entra em jogos psicológicos contra os adversários, sabe o que é o melhor para a equipa em qualquer momento não cedendo a pressões externas.
   Exemplo disso é a forma como fez a poupança dos jogadores ao longo da temporada, deixando de fora do onze titular alguns dos melhores jogadores da equipa na altura em que a equipa jogava a meio da semana e ao fim de semana, conseguido manter todos os jogadores frescos para a parte final da temporada, para que pudessem enfrentar as competições em que estavam na luta na melhor das formas físicas.
   Prova desta boa gestão do esforço foi Cristiano Ronaldo que faz dez golos dos quartos de final à final algo nunca antes visto até então. Esta foi a primeira temporada desde que chegou ao Real Madrid que Ronaldo ficou várias vezes de fora por opção técnica.
    Outro exemplo do sucesso de Zidane e do Real Madrid foi a forma como conseguiu perceber qual seria o melhor sistema tático para cada jogo. Vimos muitas vezes contra equipas mais fracas o Real a optar pelo 4-3-3 sem nenhum médio defensivo de raiz enquanto que nos jogos mais fortes Zidane reforçou o meio campo com um médio defensivo e com Isco, um médio organizador, retirando um dos homens da frente de ataque pois com Ronaldo, Bale e Benzema em campo o Real Madrid tem mais dificuldades a defender pois estes três homens não tem muita qualidade a defender.

    Foram estas ideias que deram ao Real Madrid a Liga Espanhola e a Liga dos Campeões no mesmo ano algo que não acontecia desde a temporada de 1957/1958. É enorme o feito de Zidane.

A Final foi do Real

   Dia 3 de Junho de 2017 ocorreu em Cardiff a final da Liga dos Campeões entre a Juventus e o Real Madrid.
  O Real Madrid chegava a esta final como o melhor ataque da competição e a Juventus como a melhor defesa. Esperava-se por isso um duelo equilibrado com o resultado final a ser decidido por detalhes.
   A Juventus escolheu como sistema tático um 3-4-1-2 típico enquanto o Real Madrid optou por usar o 4-4-2 sem extremos a fazer lembrar o Ac Milan de Ancelotti que ganhou a Liga dos Campeões em 2006/2007.
  Analisando as equipas em campo percebe-se que a defender o Real junta Kroos e Modric a Casemiro fazendo uma linha de três médios mais defensivos à frente da defesa com Isco mais livre na frente deles a pressionar a saída de bola da Juventus por Pjanic e Khedira. No ataque a ideia era sair em condução de bola por Isco, Kroos e Modric.
  A Juventus por seu lado jogava com Dani Alves e Alex Sandro em linha com Pjanic e Khedira quando fazia a pressão em bloco alto fazendo uma linha de quatro médios à frente dos três centrais sendo que recuavam no terreno para formar uma defesa a cinco quando o Real Madrid avança para junto da baliza de Buffon. A atacar Mandzukic jogava como extremo esquerdo, Dani Alves jogava quase com um extremo direito com Barzagli a dar largura à defesa fazendo de defesa direito e Dybala jogava mais próximo a Híguain.
  Esta estratégia da Juventus estava a dar resultado pois os primeiros 20 minutos do jogo a Juventus estava por cima no encontro, o que se devia em grande parte à forma com estavam a impedir que os jogadores do Real Madrid conseguissem sair em condução de bola e também à forma como estavam a impedir as subidas dos laterais do Real.
   Até que aos 20 minutos Kroos consegue sair com a bola controlada e Carvajal que até ao momento não tinha subido no terreno consegue dar profundidade à equipa e faz um excelente cruzamento para Cristiano Ronaldo fazer o golo inaugural da partida.
  Este golo do Real Madrid obrigou a Juventus a reorganizar-se de forma a ter mais soluções ofensivas o que fez com que Allegri abdicasse de Mandzukic como extremo e o pusesse a jogar como ponta de lança mais próximo de Higuain. É numa bola longa da defesa da Juventus para a grande área do Real Madrid que Higuain aparece sozinho e assiste Mandzukic para este igualar a partida a 1.
O jogo foi perdendo qualidade no que restou de primeira parte, no entanto as equipas voltaram para a segunda parte com vontade de ficar em vantagem no jogo algo que aconteceu por parte do Real Madrid que fez o dois a um por Casemiro.
   A segunda parte não teve muita historia sendo de domínio fácil por parte do Real Madrid que conseguiu chegar ao quatro a um com facilidade.
   Os grandes destaques desta final são Cristiano Ronaldo e o meio campo do Real Madrid, Ronaldo pelos dois golos que marcou e o meio campo do Real pela forma como fez a equipa jogar na segunda parte.

   Uma palavra de apreço para Zidane que mostrou que é mesmo um grande treinador e não um ex-jogador que teve sorte.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Como vão os 3 grandes lidar com o mercado.

      O texto de hoje é como eu acho que os 3 grandes deviam abordar o mercado.
     O Benfica tem uma grande quantidade de extremos no seu plantel sendo que nem todos tiveram o rendimento esperado na época anterior por isso seria espectável que algum saísse neste mercado de transferências sem ser necessário que o clube gaste dinheiro na contratação de alguém para essa posição. Em contrapartida precisa de um médio centro que conseguia substituir Pizzi quando este estiver castigado ou lesionado algo que não se verificou esta época onde não havia alguém capaz de substituir Pizzi e ter o mesmo rendimento que ele outro problema é a saída do guarda-redes Ederson cabendo agora ao Benfica decidir se fica só com Júlio Cesar e Paulo Lopes ou outro guarda-redes.
   O Sporting precisa de um médio centro com qualidade para ser suplente de Adrien, além disso precisa de um defesa esquerdo com qualidade para ser titular no Sporting e que garantias a defender. Bast Dost foi o melhor marcador do campeonato português, mas a verdade que não tem um suplente à altura assim com Alan Ruiz é por isso urgente reforçar a frente de ataque verde e branca e o Sporting não pode voltar a repetir os erros de casting da época passada.
    O Porto tem de escolher primeiro o treinador e tem de ser alguém com uma grande capacidade de liderança e que consiga por a equipa a jogar o futebol pelo qual o Porto era reconhecido. Em termos de contratações o Porto precisa de um ponta de lança ou de um médio ofensivo em função do sistema tático e de um extremo direito para competir com Corona. Precisa também de resolver a situação de Casillas cujo salário vai passar a ser totalmente pago pelo Porto e precisa de um médio centro para ser a alternativa a Oliver e a André André.

    Esta é uma análise de início de mercado e depende das vendas que os clubes fizerem ao longo deste mercado de transferências.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

De um grande Português para a segunda Inglesa.

     Nuno Espirito Santo foi apresentado pelo Wolves como o seu mais recente treinador de futebol.
    Esta noticia deixa me um pouco espantado pois em menos de um ano Nuno passa de disputar a Liga dos Campeões e de lutar pelo titulo de campeão da Liga Portuguesa com o Porto para ir treinar um clube que ficou em 15º na Segunda Liga Inglesa.
  Se é certo que a temporada no Porto não correu conforme o esperado e que seria normal o despedimento por parte do presidente também é estranho que Nuno não tenha recebido um convite mais aliciante.
    Tudo fica mais claro quando vemos que Jorge Mendes tem relações privilegiadas com o Presidente do Wolves e que Nuno é agenciado por Jorge Mendes.
Se repararmos bem no percurso de Nuno, ele tem treinado clubes que têm uma relação direta com Jorge Mendes, o caso mais claro é o Valência onde Jorge Mendes ajudou na compra do clube por parte de um consorcio chinês.
   Em Inglaterra, país do novo clube de Nuno, afirma-se que o treinador só foi contratado pelo Wolves pelas ligações que tem a Jorge Mendes e que papel que Jorge terá nas contratações do clube.
Nuno tem de conseguir provar que é ele quem vai decidir juntamente com a direção que jogadores devem continuar no plantel e que jogadores devem ser contratados para melhor o plantel e fazer uma melhor época deixando de lado Jorge Mendes neste processo só recorrendo ao empresário se for certo que o jogador que ele representa irá melhorar o plantel.

    Este é o desafio que Nuno tem pela frente mostrar que não foi para o Wolves por causa da ligação de Jorge Mendes ao dono do clube e mostrar que consegue montar uma equipa competitiva graças ao seu staff de scouting.

Assim se quer um treinador.

      O TREINADOR, o líder, o que toma as decisões, a mente da equipa, o que treina e passa a mensagem! O quão complexo, difícil e ing...