sexta-feira, 10 de novembro de 2017

“Meio Joelho e Uma Liga.”


Modelo atual do Campeonato Nacional de Seniores, que é composto por 5 séries de 16 equipas onde o 1º de cada série e os três melhores 2ºs classificados vão a um play-off de subida, em que os dois finalistas têm acesso direto à Liga LedMan Pro e os outros dois semifinalistas vão disputar outro play-off com o 17º e o 18º da Liga LedMan Pro.
Carlos Costa: O sistema atual não é o adequado porque tira hipóteses de subida a muitas equipas. Dou exemplo de equipas candidatas como o Leiria, a Olhanense, o Vizela, o Fafe… Estas equipas, algumas vindas da 2ª liga tem mais argumentos para a subida. Assim, há uma certa discrepância para equipas desta divisão com menos argumentos aliada ao facto de só ser garantido lugar no play off ao 1º classificado. Assim se retira a estas, ainda mais, a possibilidade de se chegarem a um lugar de subida.
Cláudio Teixeira: Podemos reparar também no exemplo da série A do CPP, em que contamos com equipas que desceram este ano como o Fafe e o Vizela que são equipas candidatas, como também o Vilaverdense que tem sido alvo de uma grande aposta e que tem um investidor neste momento…
Rui Costa: Não esquecendo o Merelinense, que esteve muito perto da subida na época transata…
Nautílio Ribeiro: O Mirandela, que não tem estado tão forte, mas que já por muitas vezes podia ter subida e à custa destes formatos, não o concretizou.
Cláudio Teixeira: Sim, continuando o que estava a dizer… Numa série com este equilíbrio e com candidatos de peso, provavelmente vamos ter uma ou duas equipas que nem hipóteses terão de disputar um play-off… O que me parece injusto…
Nautílio Ribeiro: Isso é o sorteio que dita…
Cláudio Teixeira: Mas o sorteio está feito por zonas e associações.
Carlos Costa: Há um certo mapeamento do sorteio.
Nautílio Ribeiro: Correto, mas é como o Cláudio diz, o grande erro não está no sorteio ou na forma do sorteio, mas sim, no formato… Se tivéssemos mais lugares de acesso, essa classificação final já teria mais alguma justiça.
Cláudio Teixeira: Depois temos outro fator que é o de noutras séries em que há uma maior discrepância, chegarmos a uma certa altura em que há equipas que já sabem que muito dificilmente descem ou sobem e se desleixam um pouco. O que tira espirito competitivo à série.
Rui Costa: O exemplo maior de como esta organização é injusta é o Vilaverdense que é neste momento o pior segundo classificado de todas as séries, por estar na série mais difícil e já ter defrontado os principais candidatos.
Nautílio Ribeiro: Isso é uma das coisas que no modelo anterior já não acontecia pelo menos tão cedo no campeonato. Não quero dizer que o modelo anterior estivesse totalmente certo, mudava-lhe algumas coisas… Uma das coisas que alterava era precisamente o que foi alterado, poderia tirar-lhe a fase de promoção, que na minha opinião é uma repetição da fase regular… É um 2º campeonato… Daí concordar com o modelo a eliminar, pelo espetáculo que proporciona! Mas não acho que devessem ser tão poucas equipas a ter acesso à mesma fase, deveriam ser mais. E é uma fase de promoção, é uma passagem… E não um campeonato.
Cláudio Teixeira: A fase a eliminar iria ter muito maior atração futebolística e mais adeptos iriam ao estádio… O que é bom para os clubes.
Modelo proposto pelo Silas, quatro séries de 20 equipas em que os quatro primeiros de cada série apuram-se para um play-off, as equipas que chegarem às meias finais sobem diretamente à Liga LedMan Pro, sendo que a partir daqui as equipas jogam para descobrir o campeão. Descem os 5 últimos de cada série.
Rui Costa: É vantajoso porque haverá mais competitividade dentro das séries e a fase a eliminar traz mais espetáculo. Este formato acaba por ser uma “Mini-Champions”, o que é mais entusiasta.
Carlos Costa: Compreendo esta ideia do Silas porque ele jogou muitos anos em Portugal e em Portugal há o problema dos ordenados em atraso… e é como ele diz, há uma percentagem muito grande de salários em atraso em clubes de escalões secundários. Imaginemos uma equipa que já esteja longe da subida, que já não tenha pretensões para o campeonato, essa equipa vai deixar de investir naquela época. Daí que muitas vezes nos deparemos com ordenados em atraso. Este formato vai fazer as equipas lutarem por um lugar até aos últimos jogos.
O Silas também propõe um modelo competitivo para a Liga LedMan Pro onde os dois primeiros classificados sobem diretamente à Liga Nos e os classificados entre o terceiro e o sexto lugar vão jogar um play-off de subida ( 3ºvs6º e 4ºvs5º) em que o vencedor deste play-off sobe também à Liga Nos. Descem ao Campeonato Portugal Prio quatro equipas.
Nautílio Ribeiro: Gostava de deixar aqui o meu manifesto agrado em relação à ideia do Silas tanto para a Liga Ledman Pro como para o CPP. Mas falando agora do modelo para o II escalão. Primeiro é vantajoso por fatores competitivos, como já foi dito, num campeonato com poucos lugares de acesso para subida de divisão (principalmente) e também para descida de divisão uma equipa que tenha o campeonato tranquilo e que já não sobe nem desce,  vai querer gerir... Neste modelo já não é assim tão linear. Esse gerir de que falo, tira algum espetáculo ao jogo e adeptos ao estádio. Depois nesta liga temos de ter atenção a outros fatores que mexem, como a manipulação de resultados que é facilmente exercida nessa liga, que não são poucos os casos falados tanto na arbitragem como até mesmo os próprios jogadores. Isto no final, na tabela classificativa, vai fazer diferença. Uma equipa não vai subir por 1 ponto e o jogo XPTO fez toda a diferença. Também podemos pensar na conjugação de resultados com as equipas B, que em muitos jogos sofrem rotações no plantel.  Atenção, as equipas B’s trazem muitos bons jovens ao futebol português e têm os seus aspetos positivos, mas tem de se compensar também essa conjugação de resultados para não ser injusto para outros clubes. Este modelo do Silas é uma boa solução.
Rui Costa: Eu gosto muito de ver os jovens jogadores das equipas B’s a jogar mas até que ponto é justo a forma como elas foram introduzidas diretamente na Liga LedMan Pro, é que há equipas que lutam todos os anos por subir de divisão e que viram as equipas B’s serem introduzidas diretamente no II escalação.
Nautílio Ribeiro:É verdade e mesmo para equipas de um nível menor da Liga Nos que queira criar uma equipa B pode inscreve-la diretamente numa divisão Pró-Nacional sem ter de passar pela divisão Distrital mais baixa o que não me parece justo.
Carlos Costa: O Marítimo foi o único clube que sempre teve equipas secundárias e quando a equipa B foi colocada na Liga LedMan Pro, o clube decidiu criar uma equipa C pois não tem tanta visibilidade para os investidores e precisa de ter uma boa base de recrutamento. Quanto às equipas B’s é verdade que elas têm muitos aspetos positivos, mas na altura em que elas foram criadas houve um aumento de clubes no II escalação do futebol português por consequência das suas entradas e nos últimos anos tem-se reduzido a esse mesmo número.
Rui Costa: A equipa B do Benfica houve uma altura em que tinha um jogador a receber dois milhões por ano, não existe nenhuma equipa na Liga LedMan Pro além das equipas B’s que tenha possibilidade de pagar um salario tão elevado a um jogador.

E assim se encerra o primeiro “Meio Joelho e Uma Liga.”

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